Diante de tanta tristeza, a família começou a achar que sairia mais barato me dar outro cão do que me encaminhar para uma terapia, coisa que era muiiiito mais cara naquela época, além de deixar a pessoa meio estigmatizada...imagine como as coisas mudaram, hoje o cara que NÃO faz é que está por fora...
Enfim...lá estavam todos à procura de um novo cão...menos eu.
Eu ainda nutria aquele estranho sentimento dúbio da primeira noite ao lado da Pituca. Me afligia a idéia de passar sozinha outra noite daquelas, mas desistir me fazia parecer fraca e isso era coisa que eu não passaria recibo: fraqueza.
Eis que chega uma notícia. Uma conhecida da minha mãe doaria um cão dálmata para mim. Como assim? Me davam um presente desses só pelos meus belos olhos?
Bom... a história não era bem essa. A dona do canil vendia os filhotes por preços bem "salgados", mas aquele filhote especificamente não valia nada e nem poderia ter o tal pedigree.
Ele nascera surdo.
(Seria também mudo e consequentemente a primeira noite não seria tão assustadora?)
Era o sucesso do momento o filme da Disney "Os 101 Dálmatas", bem antes da Glenn Close.
É lógico que seu nome seria PONGO!
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
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